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Três cenários por origem: pessimista, realista, otimista.
Modelo estatístico: suavização exponencial (ETS)
A partir de 2024, 3 anos à frente · faixa de 80% de probabilidade estimada · calculada em
pessimista
10,7% da população
realista
3,3% da população
otimista
-4,1% da população
Valores para 2027.
Erro histórico. Em 5 testes com dados passados, projetando 3 anos à frente, o modelo errou em média 1,94 p.p. (sMAPE de 37,9%), e a faixa de 80% conteve 100% dos valores que de fato ocorreram.
Modelos comparados no teste
Erro de cada modelo nos testes com dados passados
Modelo
sMAPE
Erro médio
Na faixa
Ingênuo (último valor)
45,2%
2,30 p.p.
100%
Método Theta
41,7%
1,95 p.p.
100%
Alertas
Receber alertas de Pobreza extrema por e-mail
Conclusões
Último valorPobreza extrema está em 3,0% da população (2024).
Variação no períodoNo período (1981 a 2024), Pobreza extrema caiu -27,7% da população (-90,2%): de 30,7% da população para 3,0% da população.
Variação percentual no períodoNo período (1981 a 2024), Pobreza extrema caiu -27,7% da população (-90,2%): de 30,7% da população para 3,0% da população.
Máximo do períodoO maior valor do período foi 37,7% da população (1983).
Mínimo do períodoO menor valor do período foi 2,8% da população (2020).
Média do períodoA média do período foi 16,3% da população em 40 observações.
Tendência (regressão linear)A tendência no período é de queda: -0,8% da população por ano pela regressão linear.
Sequência atualPobreza extrema acumula 3 anos consecutivos de queda.
Menor valor desdeÉ o menor valor desde 2021 (3,0% da população).
Fatos calculados automaticamente a partir dos dados do período em tela; não constituem recomendação de investimento.
Banco Mundial (API de indicadores), fonte primária
Última atualização
Cobertura
1981 a 2024 · 40 observações
Leitura
quanto menor, melhor
Licença
CC BY 4.0
Como é calculado e o que significa
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O que é
Pobreza extrema é a parcela da população que vive com uma renda muito baixa, abaixo de um limite considerado o mínimo para cobrir necessidades básicas como alimentação. O Banco Mundial é quem publica o número que o BRradar usa: para cada país, calcula quantas pessoas vivem com menos de US$ 3,00 por dia, convertidos pela paridade de poder de compra de 2021 — ou seja, ajustados para que US$ 3,00 "comprem a mesma coisa" no Brasil e nos Estados Unidos. O indicador é anual, aparece como um percentual da população e segue a lógica "menor é melhor": quanto mais perto de zero, menor a parcela de brasileiros vivendo nessa condição.
Como é calculado
A conta começa nas pesquisas domiciliares de cada país. No caso do Brasil, a fonte principal é a PNAD ContínuaPesquisa do IBGE que visita domicílios em todo o país para medir trabalho e renda. É dela que sai a taxa de desemprego oficial do Brasil.Ler o verbete completo do IBGE, que entrevista milhares de famílias e pergunta tudo o que entra na renda — salários, aposentadorias, Bolsa Família, aluguéis recebidos. O Banco Mundial pega esses microdados, soma a renda per capita de cada família e verifica quem fica abaixo da linha. A linha, hoje, é US$ 3,00 por pessoa por dia, mas em moeda nacional ajustada pela paridade de poder de compra de 2021 (Paridade do poder de compra (PPC)Taxa de conversão entre moedas que iguala o custo de uma mesma cesta de produtos em cada país. Serve para comparar renda e pobreza entre países sem a distorção do câmbio.Ler o verbete completo 2021): não é o dólar comercial do dia, é um fator de conversão que mede o custo de vida comparativamente. O resultado é a razão entre as pessoas abaixo dessa linha e a população total do ano, expressa em porcentagem com uma casa decimal. O número cobre o país inteiro (nível nacional) e é publicado uma vez por ano, com defasagem — a divulgação do ano calendário anterior sai meses depois, quando a PNAD Contínua anual é fechada e o Banco Mundial incorpora os microdados.
O que significa
O percentual responde a uma pergunta direta: de cada 100 brasileiros, quantos vivem com menos de US$ 3,00/dia equivalentes. Um valor de 3 % significa que cerca de três em cada cem pessoas estão nessa condição — ou, projetando sobre a população brasileira, algo em torno de milhões de pessoas (a estimativa concreta sai da série de população do IBGE, não deste indicador). Como referência de leitura, vale lembrar que esta é a linha de pobreza extrema internacional: o Banco Mundial também publica linhas mais altas (pobreza "intermediária" e para países de renda média-alta como o Brasil), que capturam parcelas bem maiores da população. A direção é "menor é melhor"; qualquer queda sustentada é redução de miséria, qualquer alta é um alerta. No Brasil, o número tende a reagir a transferências de renda (Bolsa Família / Auxílio Brasil / BPC), ao mercado de trabalho (ocupação formal e informal) e à InflaçãoAlta generalizada e persistente dos preços, que faz o dinheiro comprar menos com o tempo. No Brasil, a medida oficial é o IPCA, do IBGE.Ler o verbete completo de alimentos, que corrói primeiro o orçamento das famílias mais pobres.
Pegadinhas
A primeira pegadinha é a linha em si. Até 2025 o Banco Mundial usava US$ 2,15/dia na PPC de 2017; agora adota US$ 3,00/dia na PPC de 2021. Não é um "aumento" da pobreza, é mudança de régua: números antigos e novos não são diretamente comparáveis, e séries históricas são reconstruídas quando a metodologia muda. A segunda é que este indicador não é a "pobreza oficial brasileira". O IBGE publica, na Síntese de Indicadores Sociais, medidas nacionais com linhas em reais (fração do salário mínimo, linha de extrema pobreza da PNAD) que produzem números diferentes dos do Banco Mundial — nenhum está "errado"; são régua internacional vs. régua nacional. A terceira é a defasagem: um ponto rotulado 2024 representa a situação observada em 2024, mas só aparece na base meses depois, quando o microdado é processado. A quarta é a revisão: quando a PNAD Contínua corrige dados antigos ou quando o Banco Mundial reprocessa a série, pontos anteriores podem mudar; por isso o BRradar guarda a vintage (a data em que o Banco Mundial carimbou os valores) junto com cada observação. Finalmente, não confundir com Gini: Gini mede concentração de renda e pode subir mesmo quando a pobreza extrema cai (se o topo cresce mais rápido que a base); são conceitos complementares, não substitutos.
Percentual da população com renda abaixo da linha internacional de pobreza extrema (US$ 3,00/dia na PPC de 2021) em cada país, no mesmo indicador do WDI usado no Brasil. Países sem pesquisa recente aparecem vazios, e o número é sensível a quebras metodológicas.
Brasil: 3,0% da população em 2024, 7º menor valor entre 10 países do grupo América Latina; abaixo do agregado América Latina e Caribe (4,3% da população).
Uruguai20240,2% da população
Chile20240,4% da população
Argentina20241,0% da população
México20241,6% da população
Bolívia20242,1% da população
Paraguai20242,1% da população
Brasil20243,0% da população
Equador20253,4% da população
Peru20245,1% da população
Colômbia20248,5% da população
Linha tracejada: América Latina e Caribe, 4,3% da população em 2024
Cada país entra com o último dado disponível, por isso o ano pode variar; valores com mais de 5 anos de atraso ficam de fora.