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Três cenários por origem: pessimista, realista, otimista.
Modelo estatístico: ingênuo (último valor)
A partir de 2023, 3 anos à frente · faixa de 80% de probabilidade estimada · calculada em
pessimista
23,0 por 100 mil hab.
realista
19,3 por 100 mil hab.
otimista
15,6 por 100 mil hab.
Valores para 2026.
Erro histórico. Em 5 testes com dados passados, projetando 3 anos à frente, o modelo errou em média 4,14 por 100 mil hab. (sMAPE de 16,5%), e a faixa de 80% conteve 47% dos valores que de fato ocorreram.
Modelos comparados no teste
Erro de cada modelo nos testes com dados passados
Modelo
sMAPE
Erro médio
Na faixa
Ingênuo (último valor)(escolhido)
16,5%
4,14 por 100 mil hab.
47%
Método Theta
17,7%
4,46 por 100 mil hab.
Alertas
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Conclusões
Último valorHomicídios está em 19,3 por 100 mil hab. (2023).
Variação no períodoNo período (1990 a 2023), Homicídios caiu -0,4 por 100 mil hab. (-1,9%): de 19,6 por 100 mil hab. para 19,3 por 100 mil hab.
Variação percentual no períodoNo período (1990 a 2023), Homicídios caiu -0,4 por 100 mil hab. (-1,9%): de 19,6 por 100 mil hab. para 19,3 por 100 mil hab.
Máximo do períodoO maior valor do período foi 31,2 por 100 mil hab. (2017).
Mínimo do períodoO menor valor do período foi 16,8 por 100 mil hab. (1992).
Média do períodoA média do período foi 24,6 por 100 mil hab. em 34 observações.
Tendência (regressão linear)A tendência no período é de alta: +0,1 por 100 mil hab. por ano pela regressão linear.
Sequência atualHomicídios acumula 3 anos consecutivos de queda.
Menor valor desdeÉ o menor valor desde 1995 (19,3 por 100 mil hab.).
Fatos calculados automaticamente a partir dos dados do período em tela; não constituem recomendação de investimento.
Banco Mundial (API de indicadores), fonte primária
Última atualização
Cobertura
1990 a 2023 · 34 observações
Leitura
quanto menor, melhor
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CC BY 4.0
Como é calculado e o que significa
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O que é
A taxa de homicídios intencionais é o indicador que mede quantas pessoas são assassinadas por ano, no Brasil, a cada 100 mil habitantes. É o número mais usado para dizer se o país está mais ou menos violento. A série que o BRradar publica vem dos World Development Indicators do Banco Mundial, que por sua vez consolida os dados do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime). É divulgada uma vez por ano e, por depender de validação internacional, costuma sair com dois a três anos de defasagem — em outubro de 2026, o dado mais recente da série é de 2023.
Como é calculado
A fórmula é direta: a taxa é o número de homicídios intencionais ocorridos no ano dividido pela população estimada no meio do ano, multiplicado por 100 mil. Entra na conta apenas o homicídio intencional, ou seja, a morte provocada de propósito por outra pessoa — o que a lei brasileira chama de homicídio doloso (artigo 121 do Código Penal), feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Fica de fora o homicídio culposo (acidente), a morte em acidente de trânsito, o suicídio, as mortes decorrentes de intervenção legal registradas como tal e as "mortes a esclarecer" que nunca viram homicídio no cadastro.
A unidade é mortes por 100 mil habitantes e o período-base é o ano calendário. No Brasil, os dados primários vêm de duas fontes com naturezas diferentes: o SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde), que registra a causa da morte a partir do atestado de óbito, e as estatísticas das secretarias estaduais de segurança pública, consolidadas pelo SINESP e pelo Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O UNODC harmoniza esses números com os dos demais países para produzir uma série comparável; por isso o valor que aparece aqui pode diferir, em um ou dois décimos, do que o Atlas da Violência (IPEA e FBSP) publica e também das manchetes anuais da polícia.
O que significa
É o termômetro mais honesto da violência letal: quanto maior, pior. Como referência rápida, uma taxa abaixo de 3 por 100 mil é considerada baixa pelos padrões europeus; entre 3 e 10 é intermediária; acima de 10 é alta; acima de 20, muito alta. O Brasil historicamente oscila na faixa dos 20 a 30, com pico em meados dos anos 2010 e queda consistente desde 2017 na mesma série do Banco Mundial. Para dimensionar: entre as grandes economias do mundo, o país aparece há anos entre os de maior nível de homicídio por habitante, bem acima da média da América Latina e Caribe e dezenas de vezes acima da OCDE.
Também vale olhar o número absoluto junto com a taxa. Em um país em que a população cresce pouco, a taxa cair e o número absoluto cair significa que a violência está, de fato, diminuindo; a taxa cair só porque a população cresceu mais rápido do que o número de homicídios é uma melhora bem menor.
Pegadinhas
Intencional ≠ todas as mortes violentas. O indicador trata só do homicídio doloso. As "mortes violentas intencionais" (MVI) do Anuário Brasileiro de Segurança Pública somam homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial — a conta fica maior do que a daqui.
SIM × secretarias de segurança. O número do Ministério da Saúde (atestado de óbito) é quase sempre um pouco maior do que o das secretarias estaduais, porque inclui mortes classificadas depois pelo médico-legista e porque alguns estados reclassificam homicídio como "morte a esclarecer". Por isso o UNODC prefere o SIM como insumo para o Brasil.
Revisão com defasagem. O ano fecha no cadastro do Ministério da Saúde ao longo dos 12 meses seguintes e o UNODC publica depois de mais uma rodada de validação. É comum o valor do último ano da série ser revisado nas publicações seguintes; a série aqui sempre carrega o número mais atual da fonte.
Taxa × número absoluto. Comparar duas cidades só pela taxa pode esconder diferenças grandes de população; comparar só pelo número absoluto também engana. Olhe os dois.
Atlas da Violência × WDI. O Atlas da Violência (IPEA e FBSP) publica uma série muito próxima mas com pequenas diferenças de método (tratamento de mortes a esclarecer, taxa de notificação). Para comparação com outros países, o padrão internacional é o do WDI/UNODC — por isso ele é a fonte primária aqui.
Mudança de metodologia. O UNODC revisou a definição de homicídio intencional em 2015 (padrão ICCS, International Classification of Crime for Statistical Purposes). Séries publicadas antes dessa data podem ter pequenas quebras; a série do WDI já incorpora a revisão para trás.
Por estado e Grande Região, a taxa vem da tabela do IBGE para o indicador 16.1.1 dos ODS, contada nas declarações de óbito do Ministério da Saúde (SIM), e o Brasil do mapa vem da mesma tabela. Ela difere um pouco do número nacional acima, do Banco Mundial com dados da UNODC (2023: 20,5 no IBGE, 19,3 no Banco Mundial), e chega um ano mais longe.
Legenda: cores de 6,2 por 100 mil hab. a 36,8 por 100 mil hab.; quanto menor, melhor; Brasil: 18,8 por 100 mil hab..
Homicídios intencionais por 100 mil habitantes em cada país, no indicador do WDI que a UNODC agrega a partir dos registros nacionais. As definições de "homicídio intencional" variam entre países: alguns incluem tentativa, outros só o consumado, e o Brasil só começou a contar com o CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais) depois de 2012.
Brasil: 19,3 por 100 mil hab. em 2023, 7º menor valor entre 10 países do grupo América Latina; abaixo do agregado América Latina e Caribe (19,7 por 100 mil hab.).
Bolívia20234,4 por 100 mil hab.
Argentina20234,5 por 100 mil hab.
Chile20236,3 por 100 mil hab.
Paraguai20236,8 por 100 mil hab.
Peru20218,6 por 100 mil hab.
Uruguai202311,2 por 100 mil hab.
Brasil202319,3 por 100 mil hab.
México202324,9 por 100 mil hab.
Colômbia202324,9 por 100 mil hab.
Equador202345,7 por 100 mil hab.
Linha tracejada: América Latina e Caribe, 19,7 por 100 mil hab. em 2023
Cada país entra com o último dado disponível, por isso o ano pode variar; valores com mais de 5 anos de atraso ficam de fora.