Acumulado em 12 meses
O resultado dos últimos 12 meses somados ou compostos, terminando no mês mais recente. Tira a sazonalidade e é o jeito usual de ler inflação, PIB e contas públicas.
Também aparece como: acumulada em 12 meses, acumulado nos últimos 12 meses, janela de 12 meses.
Assuntos relacionados: acumulado no ano, efeito base, variação interanual.
O acumulado em 12 meses junta os 12 meses mais recentes de um indicador num número só. A janela anda junto com o calendário: em setembro, ela vai de outubro do ano anterior a setembro; em outubro, de novembro a outubro. Como sempre cobre um ano inteiro, ela elimina a sazonalidade e mostra a tendência.
Como se calcula
Depende do tipo de número:
- Taxas de variação (como a inflação mensal): os meses são compostos, multiplicando os fatores. Doze meses de 0,5% dão (1,005)¹² − 1 = 6,17%, e não 6%. Cada mês de inflação incide sobre preços que já tinham subido antes.
- Valores em dinheiro (como o PIB mensal ou o resultado primário): os meses são somados. O PIB acumulado em 12 meses é a soma do que a economia produziu nos últimos 12 meses.
Não confundir
- 12 meses × no ano. O "acumulado no ano" começa em janeiro e vai até o mês mais recente; em março, por exemplo, cobre só três meses. Os dois só coincidem em dezembro.
- Efeito base. Quando um mês muito alto sai da janela, o acumulado cai, mesmo que o mês novo seja normal. Ao ler uma queda do acumulado, olhe também qual mês saiu da conta.
- 12 meses × ano anterior. Comparar setembro deste ano com setembro do ano passado (a variação interanual) é outra conta: compara um mês só, não a soma de doze.
- A meta olha os 12 meses. A meta de inflação é conferida pelo IPCA acumulado em 12 meses, não pela inflação de um mês.